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Protocolo de agentes pessoais de Sierra e Meta ganha rascunho público e adesão de OpenAI, Visa e Mastercard

O Poppy define como um agente de IA se identifica, pede permissão e age pelo usuário em sites, APIs e atendimento de empresas; o rascunho 0.1 saiu em 9/10.

Protocolo de agentes pessoais de Sierra e Meta ganha rascunho público e adesão de OpenAI, Visa e Mastercard

A Sierra publicou em 9 de outubro de 2026 o primeiro rascunho do Personal Agent Protocol, apelidado de Poppy, padrão aberto que desenvolve com a Meta para definir como agentes pessoais de IA trabalham com empresas em nome de um usuário. No mesmo texto assinado por Bret Taylor e Clay Bavor, a empresa anunciou 35 novos parceiros de design, entre eles OpenAI, Visa, Mastercard, PayPal, Bank of America, Cloudflare, Okta e Zendesk. O protocolo havia sido apresentado em 6 de outubro; segundo a Sierra, o anúncio daquele dia teve a participação de Genesys, Instinct, NiCE, Rocket, Shopify, Stripe e Walmart.

O problema que o protocolo tenta resolver

Hoje, quando alguém pede a um agente que faça uma compra ou resolva um problema, o software costuma entrar na conta do cliente e navegar por páginas feitas para pessoas. A empresa não tem um jeito padrão de saber se do outro lado há uma pessoa ou um agente, nem quem ele representa. A proposta do Poppy é que o cliente decida que acesso dar ao agente e que a empresa defina o que esse agente pode fazer, pelo site, por APIs ou por um agente próprio de atendimento.

Como funciona o rascunho 0.1

Segundo a especificação, cada empresa publica um arquivo em um endereço padrão do site (/.well-known/poppy.json) dizendo como o agente deve se conectar. O agente abre uma sessão em nome do usuário, que pode começar como visitante, e se identifica, para que a empresa sempre saiba quando um agente está agindo. Quando a tarefa exige a conta do cliente, o login usa OAuth, e o token concedido carrega só os escopos aprovados, como leitura (poppy:read) ou alteração (poppy:write). Os tokens ficam vinculados a uma chave do agente, de modo que uma cópia roubada não funciona sozinha, e o identificador do usuário é diferente em cada empresa, para impedir o cruzamento de dados entre elas.

A mesma sessão vale para navegação no site, chamadas a APIs descritas em OpenAPI ou MCP e conversas com o agente da empresa. Nessas conversas, cada mensagem indica se foi escrita por uma pessoa ou por uma IA, e qualquer lado pode chamar um humano. Na demonstração descrita pela Sierra, o agente Muse, da Meta, obteve uma pré-aprovação de financiamento imobiliário na Rocket depois que o usuário autorizou a conexão e fez login.

Limites e pontos em aberto

  • É um rascunho: a especificação avisa que qualquer parte pode mudar, inclusive de forma incompatível, antes de uma versão estável. A Sierra promete oficinas de design e uma implementação de referência ao longo do próximo mês.
  • Pagamentos não fazem parte do texto; aparecem como extensão futura no anúncio de 6/10. O The Next Web lembrou que Stripe e Shopify também participam de um protocolo rival liderado pela Visa, que agora aparece entre os parceiros de design do Poppy.
  • Uma das formas de login previstas, a mediada, permite que o agente envie a senha do usuário à empresa, o que transfere mais responsabilidade de segurança a ambos os lados; a especificação exige limite de tentativas e recomenda pedir um código de uso único quando o login parecer incomum.
  • Ser parceiro de design não significa ter implementado o protocolo; não há adoção em produção anunciada.

A apresentação de 6/10 foi noticiada por The Verge e The Next Web; o rascunho de 9/10 teve cobertura no boletim Notes from the Terminal.

Fontes

Imagem destacada: ilustração gerada por computador, sem valor documental.

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