Netflix prepara corte de cerca de 5% dos funcionários, segundo imprensa dos EUA; empresa não comenta
Puck, Deadline, Variety e Los Angeles Times relatam demissões de cerca de 800 a 850 vagas na Netflix; a empresa não confirmou e se recusou a comentar.
A Netflix se prepara para uma rodada de demissões que deve atingir cerca de 5% dos funcionários, segundo reportagens publicadas nos Estados Unidos em 9 de outubro de 2026. A informação foi dada primeiro pelo Puck, com base em fontes não identificadas, e confirmada de forma independente pelo Los Angeles Times, que também ouviu uma pessoa a par do plano. A empresa se recusou a comentar, e o corte não foi anunciado oficialmente até a publicação desta notícia.
O que foi relatado
Segundo o Puck, a reestruturação “vai impactar” cerca de 5% do quadro e pode ser anunciada já na próxima semana. O veículo estima a força de trabalho em cerca de 17 mil pessoas, o que significaria aproximadamente 850 vagas. A Variety usa o dado oficial mais recente, de cerca de 16 mil funcionários em tempo integral no fim de 2025, e chega a perto de 800 postos. O Los Angeles Times afirma que os cortes atingirão a equipe criativa, incluindo quem trabalha com filmes. O Deadline relata que o momento exato ainda não está claro.
Se confirmado, será o maior corte da empresa desde 2022, quando a Netflix demitiu cerca de 450 pessoas em duas rodadas, depois de perder assinantes pela primeira vez em mais de uma década, lembram Variety e Los Angeles Times.
Por que agora
As reportagens ligam o movimento à pressão sobre o engajamento. O tempo de visualização cresceu cerca de 2% no primeiro semestre de 2026 em relação ao ano anterior, e as ações acumulam queda de mais de 40% em 12 meses, segundo Deadline e Los Angeles Times. Na conferência Bloomberg Screentime, o co-CEO Ted Sarandos disse: “No geral, não estamos crescendo tão rápido quanto eu quero, e estamos trabalhando para fazer isso andar mais rápido”.
Sarandos também afirmou, segundo a Variety, que a programação ao vivo consome cerca de 5% do orçamento de conteúdo e gera em torno de 1% da audiência, um peso sobre a métrica de engajamento. O Los Angeles Times cita dados da Nielsen de julho em que o YouTube tinha 14,2% do tempo de tela nas TVs dos EUA, contra 7,8% da Netflix.
O que muda para a operação e o que falta confirmar
Para a cadeia de produção, um corte concentrado na área criativa pode afetar o ritmo de desenvolvimento de filmes e séries, mas não há informação sobre projetos cancelados, países ou escritórios atingidos, incluindo o Brasil. Também não se sabe se a reestruturação muda a estratégia de esportes e eventos ao vivo.
Estão confirmados os relatos de quatro veículos e a recusa da Netflix em comentar. Número final, áreas afetadas e data dependem de anúncio da empresa, que divulga o balanço do terceiro trimestre em 20 de outubro, segundo a Variety.
Fontes
- Puck (Matthew Belloni) — Netflix Is Sharpening the Layoff Axe (09/10/2026)
- Los Angeles Times — Netflix plans substantial layoffs, sources say (09/10/2026)
- Variety — Netflix Gearing Up to Lay Off 5% of Workforce: Report (09/10/2026)
- Deadline — Netflix Eyes Major Layoffs (09/10/2026)
Imagem destacada: ilustração gerada por computador, sem valor documental.


