Amazon Leo fabrica seu satélite de número 1.000, mas segue com 396 em órbita à espera de foguetes
A fábrica da Amazon já produz ao menos três satélites por dia; o serviço inicial de internet está previsto para o fim de 2026 e depende de lançamentos.
A Amazon informou em 8 de outubro de 2026 que já fabricou mais de mil satélites para o Amazon Leo, sua rede de internet de baixa órbita, antes chamada de Projeto Kuiper. Segundo o relato publicado pela empresa, a fábrica de Kirkland, no estado americano de Washington, produz hoje pelo menos três a quatro satélites por dia, o mesmo que fazia por mês antes da primeira missão, e tem capacidade para cinco por dia. O número em órbita, porém, continua em 396.
Fábrica pronta, foguetes atrasados
O gargalo agora são os lançamentos. A Amazon diz ter centenas de satélites prontos à espera no Centro Espacial Kennedy, na Flórida, e já empilhados para a estreia no foguete Vulcan, da ULA, e para a próxima missão do Ariane 6, ambas esperadas para as próximas semanas. Segundo a Via Satellite, o Vulcan e o New Glenn, da Blue Origin, estão fora de serviço. Em entrevista ao Ars Technica, Rajeev Badyal, que comanda o projeto, disse que o problema no bocal do Vulcan foi corrigido e que haverá pelo menos mais um voo do Vulcan neste ano, depois do Ariane 6.
“Resolvemos o problema da produção. Agora estamos prontos para seguir conforme os foguetes ficarem disponíveis”, disse Paul Palcisco, chefe de produção de satélites. Segundo ele, os primeiros 27 satélites levaram seis meses para ficar prontos e hoje a fábrica faz 27 por semana.
Quando o serviço começa
A empresa diz que os 396 satélites já bastam para um serviço inicial, que está previsto para o fim de 2026. Ao Ars, Chris Weber, vice-presidente de negócios, disse que ainda é preciso elevar os satélites às órbitas finais e concluir trabalho em solo, mas que o plano é lançar o serviço inicial em 2026. Dos 396 lançados até agora, apenas quatro foram retirados de órbita, segundo a Amazon.
Estágio e desafios
- Estágio: pré-comercial. A rede funciona em testes internos; Badyal disse ao Ars que assistia a uma corrida de Fórmula 1 pelo celular conectado ao Leo durante a entrevista.
- Escala: a primeira geração prevê 3.232 satélites, e a Amazon diz que os mais de mil fabricados equivalem a mais de um terço disso. A segunda geração já está em projeto.
- Desempenho prometido: Weber disse que o Leo entrega até 1 gigabit por segundo de download e 400 megabits de upload. Esses números são da empresa e ainda não foram medidos de forma independente em serviço comercial.
- Concorrência: o Starlink, da SpaceX, domina o mercado de internet por satélite.
O que ainda falta saber
A Amazon não divulgou preços, datas por país nem quando o serviço chega ao Brasil. A data de lançamento comercial depende do ritmo dos foguetes, que vem sendo o principal motivo de atraso do projeto.
Fontes
- About Amazon — From zero to 1,000: How Amazon Leo built one of the world’s largest satellite production lines (08/10/2026)
- Ars Technica — Amazon builds 1,000th satellite, is weeks away from space Internet rollout (08/10/2026)
- Via Satellite — Amazon Hits 1,000 Sat Milestone; Blue Origin Bolsters Sat Manufacturing (08/10/2026)
Imagem destacada: ilustração gerada por computador, sem valor documental.


