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Ursa For Kafka, Kafka da StreamNative que grava direto no lakehouse, chega à disponibilidade geral

Serviço entra em produção nas modalidades BYOC e Dedicated; versão Serverless e o SQL Workspace seguem em prévia privada.

Ursa For Kafka, Kafka da StreamNative que grava direto no lakehouse, chega à disponibilidade geral

A StreamNative anunciou em 8 de outubro de 2026 a disponibilidade geral do Ursa For Kafka em sua nuvem, nas modalidades BYOC, em que o cluster roda na conta de nuvem do próprio cliente, e Dedicated. O serviço é um Kafka gerenciado que grava os dados com o Ursa, motor de armazenamento de streams voltado ao lakehouse. Na versão Serverless, ele continua em prévia privada. O anúncio chega duas semanas depois de a empresa abrir o código do Ursa e da sua distribuição do Kafka, em 23 de setembro.

O que entra em produção

Com a disponibilidade geral, clientes podem usar o serviço em cargas de produção nas duas modalidades. A empresa destaca a possibilidade de escolher o tipo de armazenamento por tópico: num mesmo cluster, tópicos com disco local, voltados a baixa latência, convivem com tópicos que gravam direto em armazenamento de objetos e podem ser lidos como tabelas de lakehouse. A API do Kafka não muda, então clientes e ferramentas existentes continuam funcionando.

O anúncio inclui ainda suporte nativo ao Kafka Connect na StreamNative Cloud, por meio do recurso Universal Connect, para configurar conectores de origem e destino. A empresa diz que o serviço foi certificado com mais de 15 fornecedores do ecossistema Kafka, entre eles StarTree, Ververica, RisingWave, Lenses, Factor House e ShadowTraffic.

Outra peça é o SQL Workspace, baseado no RisingWave, que permite consultar tópicos ao vivo com SQL e manter visões materializadas atualizadas conforme os eventos chegam, com acesso por uma interface compatível com PostgreSQL. Esse recurso, porém, ainda está em prévia privada.

Da prévia à disponibilidade geral

O Ursa For Kafka foi lançado em prévia pública limitada em 7 de abril, na AWS e no Google Cloud, como um fork do Apache Kafka 4.2 ou superior, junto com a proposta de arquitetura que a empresa chama de Lakestream. Na ocasião, a StreamNative afirmou que eliminar a replicação entre zonas de disponibilidade reduz custos em até 95%, resultado que diz ter validado com vazão contínua de 5 GB/s, e que a arquitetura recebeu o prêmio de melhor artigo industrial da conferência VLDB 2025. A expansão para o Azure foi anunciada como planejada. O texto de disponibilidade geral não traz preços nem atualiza a lista de nuvens.

Para quem interessa

Para equipes de dados, a proposta é encurtar o caminho entre o stream e a análise: em vez de manter conectores e jobs para copiar eventos do Kafka para tabelas Iceberg ou Delta, o mesmo tópico já é gravado em formato de lakehouse. O ganho real depende da carga: a própria empresa descreve os tópicos com disco como otimizados para latência e os gravados no lakehouse como otimizados para custo, e mantém as duas opções no mesmo cluster.

Os números de custo e desempenho são da StreamNative e não foram verificados de forma independente. Também não encontramos cobertura jornalística independente do anúncio até 9 de outubro. A comunidade do Apache Kafka também discute armazenamento direto em objetos na proposta KIP-1150, como a própria StreamNative lembrou ao abrir o código do Ursa.

Fontes

Imagem destacada: ilustração gerada por computador, sem valor documental.

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