Pix passa de 1 bilhão de chaves cadastradas; chave aleatória já é mais da metade
Dados do Banco Central mostram 1,008 bilhão de chaves Pix em 30 de setembro, 52,3% delas aleatórias. Número de chaves não equivale ao de usuários.
O Pix ultrapassou 1 bilhão de chaves cadastradas. Segundo as estatísticas abertas do Banco Central, o estoque registrado no Diretório de Identificadores de Contas Transacionais (DICT) chegou a 1.007.956.446 chaves em 30 de setembro de 2026, ante 998,1 milhões no fim de agosto. A marca foi noticiada em 8 de outubro pelo Valor Econômico, pelo g1 e pelo Olhar Digital.
O que os números mostram
A chave aleatória lidera com folga: são 526,8 milhões, ou 52,3% do total. Em seguida vêm celular (166,3 milhões, 16,5%), CPF (153,9 milhões, 15,3%), e-mail (144,6 milhões, 14,3%) e CNPJ (16,3 milhões, 1,6%). Pessoas físicas detêm 956,7 milhões de chaves, e empresas, 51,2 milhões.
O crescimento segue em ritmo estável. No fim de 2025 eram 920,1 milhões de chaves; em nove meses, o estoque aumentou cerca de 87,9 milhões, média próxima de 9,8 milhões por mês, segundo cálculo da redação com base na série mensal do BC. O g1 arredondou esse avanço para “cerca de 80 milhões”.
Pela mesma base, as instituições com mais chaves em setembro eram Nu Pagamentos (187,2 milhões), Caixa Econômica Federal (131,7 milhões), PicPay (101,8 milhões) e Mercado Pago (80,1 milhões). Juntas, as quatro somam cerca de metade de todas as chaves registradas.
Chave não é usuário
O número precisa ser lido com cuidado. Uma pessoa física pode cadastrar até cinco chaves por conta, e uma empresa, até 20; cada chave só fica ligada a uma conta por vez. Ter chave também não é obrigatório: dá para enviar e receber Pix informando banco, agência e conta. Por isso, 1 bilhão de chaves não significa 1 bilhão de usuários. O Olhar Digital cita dados recentes do BC segundo os quais mais de 170 milhões de pessoas físicas já fizeram algum Pix, número que não foi conferido diretamente nesta apuração.
Consequência para o mercado e para o usuário
A liderança da chave aleatória, um código gerado pelo sistema, é compatível com a busca por não expor telefone, CPF ou e-mail ao receber pagamentos. Para bancos, fintechs e varejo, a série mostra que a base do Pix continua crescendo e está concentrada em poucas instituições, com peso grande dos bancos digitais e da Caixa.
Para o usuário, o Valor lembra que é possível consultar de graça todas as chaves ligadas ao próprio CPF no Registrato, no site do Banco Central. É uma checagem útil para encontrar cadastros esquecidos em contas que já não são usadas.
Fontes
- Banco Central do Brasil — Dados abertos do Pix: estoque de chaves Pix por participante (DICT) (série mensal; dado de 30/09/2026 consultado em 09/10/2026)
- Valor Econômico — Pix ultrapassa marca de 1 bilhão de chaves cadastradas (08/10/2026)
- g1 — Chaves PIX ultrapassam 1 bilhão em setembro, revela Banco Central (08/10/2026)
- Olhar Digital — Pix ultrapassa um bilhão de chaves cadastradas no Brasil (08/10/2026)
Imagem destacada: ilustração gerada por computador, sem valor documental.


