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Google lança o ADK para Kotlin 1.0 e leva agentes de IA ao Android e à JVM sem depender de Python

A versão estável do kit de agentes chega aos recursos das versões Python e Java e tem extensões para rodar no aparelho. O módulo do ML Kit continua em beta.

Google lança o ADK para Kotlin 1.0 e leva agentes de IA ao Android e à JVM sem depender de Python

O Google anunciou em 9 de setembro de 2026 a versão 1.0, de disponibilidade geral, do Agent Development Kit (ADK) para Kotlin, seu framework para construir agentes de IA. Segundo o post no blog para desenvolvedores, assinado por Guillaume Laforge, a versão chega à paridade de recursos com o núcleo do ADK 1.0, já disponível em Python e Java, e soma extensões voltadas ao Android e à execução no próprio aparelho. O kit também atende a aplicações Kotlin no servidor.

O que a versão 1.0 traz

O ADK para Kotlin tem um núcleo em Kotlin Multiplatform que, segundo o Google, não depende de um backend de modelo, provedor de sessão ou sistema de memória específico. Entre os recursos de paridade estão sistemas hierárquicos de múltiplos agentes, com delegação a agentes filhos; compactação de contexto, que resume o histórico para caber no limite de tokens; fluxos com confirmação humana antes de ações sensíveis; retomada de sessões, com estado serializado e restaurado; interoperabilidade direta com Java; e integração com serviços de sessão e memória da Vertex AI.

As ferramentas do agente são funções Kotlin anotadas com @Tool e @Param. O KSP (Kotlin Symbol Processing) gera os esquemas de chamada de função na compilação, com suporte a funções suspend e sem reflexão em tempo de execução. A InfoQ relatou em 20/9 que essa escolha busca mais segurança de tipos e desempenho, e que a confirmação humana é ativada com requireConfirmation = true na declaração da ferramenta, útil para operações como transferências bancárias.

Android e execução local

As extensões para Android permitem rodar agentes no aparelho com o LiteRT-LM e o ML Kit, orquestrar fluxos híbridos com a nuvem pelo Firebase AI Logic e guardar o estado entre reinícios do processo com Room e AppSearch. Segundo a InfoQ, isso inclui guardar sessões de chat no Room, memória indexada no AppSearch e arquivos no armazenamento do Android. O kit também suporta skills, conhecimento procedimental carregado sob demanda a partir de arquivos como SKILL.md.

Como adotar

O post lista as dependências para o build.gradle.kts: o núcleo com.google.adk:google-adk-kotlin-core:1.0.0 e o processador KSP google-adk-kotlin-processor:1.0.0, além das extensões opcionais para LiteRT-LM e Firebase (1.0.0) e para ML Kit, esta ainda em 1.0.0-beta. Quem já usa o ADK em Java pode chamar agentes Kotlin a partir do código existente. Para equipes Android, a principal mudança é poder manter a lógica dos agentes no mesmo código e linguagem do app, em vez de um serviço separado em Python.

Fontes

Imagem destacada: ilustração gerada por computador, sem valor documental.

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