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Apache Fluss 1.0 leva streaming ao lakehouse e ganha acesso por HTTP

Primeira versão principal desde que o projeto virou nível superior na Apache traz gateway em Rust, cliente Python e TTL por linha.

Apache Fluss 1.0 leva streaming ao lakehouse e ganha acesso por HTTP

O Apache Fluss, sistema de armazenamento de streaming feito para funcionar junto de lakehouses, lançou a versão 1.0 em 21 de setembro de 2026. É a primeira versão principal desde que o projeto deixou a incubadora e virou projeto de primeiro nível da Apache Software Foundation, o que a fundação anunciou em 6 de agosto. Segundo a comunidade, o ciclo reuniu mais de mil commits e 450 mil novas linhas de código, cerca de três vezes o volume das versões anteriores.

Para que serve o Fluss

A ASF descreve o Fluss como uma camada de dados em tempo real para o lakehouse, que junta eventos em streaming, tabelas atualizadas continuamente e dados históricos sob uma mesma abstração de tabela. Ele se integra a motores como Apache Flink e Apache Spark e a formatos abertos como Apache Paimon, Apache Iceberg, Apache Hudi e Lance. O projeto nasceu na Alibaba, que, segundo depoimento no anúncio da fundação, o usa em cargas centrais de produção do seu comércio eletrônico antes de doá-lo à ASF.

O que a versão 1.0 traz

A novidade mais visível é o Gateway, um serviço REST leve escrito em Rust. Ele permite que aplicações e agentes de IA listem tabelas, leiam esquemas, criem tabelas e gravem dados por HTTP, sem precisar de um SDK nativo nem de máquina virtual Java. O Gateway não guarda estado, pode ter várias instâncias atrás de um balanceador de carga e também serve como porta de entrada de dados para o lakehouse, com os registros chegando lá em poucos minutos.

Para equipes de dados, outras mudanças pesam tanto quanto essa. Há acesso nativo em Python para consultar perfis de usuários e valores de features, ao lado de clientes em Rust e C++. O controle de tempo de vida dos dados ficou mais completo, com TTL por linha em tabelas com chave primária e um prazo separado para os dados quentes mantidos em disco local. Na integração com o lakehouse, chegam suporte ao Hudi e consultas e atualizações em partições históricas do Paimon; no Spark, leituras incrementais por janela de tempo.

Na operação, a versão traz alta disponibilidade para o coordenador, uso de vários discos locais, limpeza de arquivos órfãos no armazenamento remoto e verificações de saúde do cluster para atualizações sem parada, nó a nó.

O que ainda é plano

A comunidade diz que pretende adicionar suporte ao Model Context Protocol, o MCP, para que agentes de IA usem o Fluss por uma interface padrão de ferramentas, além do protocolo de comunicação do PostgreSQL e de gRPC. Não há data para esses recursos.

Não encontramos cobertura independente do lançamento até 8 de outubro. As descrições de desempenho e de uso vêm do próprio projeto e da ASF.

Fontes

Imagem destacada: ilustração gerada por computador, sem valor documental.

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