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ClickHouse chega ao Microsoft Fabric em prévia e passa a ler tabelas do OneLake

Workload nativo leva o banco analítico para dentro do Fabric; leitura de tabelas Iceberg do OneLake já está em disponibilidade geral.

ClickHouse chega ao Microsoft Fabric em prévia e passa a ler tabelas do OneLake

A ClickHouse, empresa por trás do banco de dados analítico de código aberto de mesmo nome, anunciou em 29 de setembro de 2026, na conferência europeia do Microsoft Fabric em Barcelona, uma integração mais profunda com a plataforma de dados da Microsoft. São quatro novidades: um workload nativo do ClickHouse dentro do Fabric, em prévia pública; leitura de tabelas Apache Iceberg do OneLake em disponibilidade geral; gravação de tabelas Iceberg no OneLake em prévia pública; e a opção de nuvem própria, o BYOC, no Microsoft Marketplace.

Como funciona o workload

Segundo o blog técnico da empresa, ao criar um item ClickHouse num workspace do Fabric, o usuário provisiona um serviço dedicado do ClickHouse Cloud no Azure, com sua conta Microsoft Entra e um período de teste incluído. Depois, escolhe tabelas de um Lakehouse para sincronizar e consulta essas cópias aceleradas por um console SQL embutido no Fabric. A computação roda no ClickHouse Cloud, sem consumir a capacidade do Fabric. O serviço pode ser ligado ao Power BI, a notebooks do Fabric e a agentes no Copilot Studio e no GitHub Copilot, com acesso somente leitura.

A promessa, nas palavras da empresa, é responder em menos de um segundo consultas sobre bilhões de linhas, mesmo com muitos usuários ao mesmo tempo. Isso interessa a quem precisa servir painéis interativos, aplicações ou agentes de IA direto dos dados do OneLake, sem montar um banco externo e pipelines próprios. Os tempos de resposta são afirmações da ClickHouse, não medições independentes.

Os limites da prévia

Na prévia, cada sincronização é uma fotografia do momento, sem cobrança de ingestão. Não há replicação agendada ou contínua, e o workload não grava de volta no OneLake; para atualizar a cópia, é preciso sincronizar de novo. As consultas salvas são pessoais.

Em seu blog, o especialista em dados James Serra, que compilou os anúncios da conferência, destaca um cuidado de governança: remover ou rebaixar alguém no Fabric não revoga de forma confiável o acesso que essa pessoa já tem no ClickHouse Cloud. Para revogação imediata, o administrador precisa remover o usuário também no ClickHouse. A sincronização de permissões por tabela a partir do OneLake também não é suportada.

Leitura e gravação no OneLake

Separado do workload, o ClickHouse agora lê em disponibilidade geral tabelas Iceberg gerenciadas no OneLake, pelas APIs de tabela do OneLake, sem duplicar dados. A gravação de tabelas Iceberg no OneLake, que permite devolver resultados como tabelas abertas legíveis por outros motores do Fabric, segue em prévia pública.

Para equipes que já padronizaram o Fabric, a novidade oferece outro motor de consulta sem tirar os dados do OneLake. Como é prévia, convém testar antes de levar a produção, principalmente por causa da gestão de acessos.

Fontes

Imagem destacada: ilustração gerada por computador, sem valor documental.

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