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IBM conecta seus primeiros módulos criogênicos modulares no caminho para a computação quântica tolerante a falhas

Em 19/08, a IBM conectou e resfriou dois módulos criogênicos a menos de 15 mK. Ainda sem processadores instalados; Starling é previsto para 2029.

IBM conecta seus primeiros módulos criogênicos modulares no caminho para a computação quântica tolerante a falhas

A IBM anunciou em 19 de agosto de 2026 que conectou e resfriou pela primeira vez dois módulos criogênicos em um único ambiente compartilhado. O comunicado apresenta o feito como etapa do caminho até o IBM Quantum Starling, computador quântico tolerante a falhas previsto para 2029. Juntos, os dois módulos têm mais de 2,4 metros de altura e de largura e usam um formato de caixa que permite enfileirá-los.

O que foi demonstrado

Nos testes iniciais, os dois módulos juntos atingiram 4 kelvin (temperatura do hélio líquido) em menos de cinco dias e chegaram a menos de 15 milikelvin em seguida. Cada compartimento de vácuo oferece até 12 vezes mais espaço para cabeamento do que os sistemas IBM mais usados, o que permite mais conexões entre chips dentro e entre módulos. O desenho usa o acoplador L (L-coupler) da empresa para ligar processadores quânticos distintos por cabo supercondutor de alumínio.

Ainda não há processadores operando através dos dois módulos. A EE Times, que cobriu um evento de imprensa prévio, informa que a IBM planeja instalar um processador Nighthawk em cada módulo ainda em 2026 e demonstrar a conexão entre eles. A empresa disse ter demonstrado operação de dois qubits pelo L-coupler com fidelidade de 99,3% e mira 99,9%. Em 2027, o roteiro prevê um computador com pelo menos 1.000 qubits programáveis ligados por L-couplers.

O que o marco resolve e o que não resolve

A IBM trata o sistema como hardware criogênico operacional, e não como conceito. Ao The Next Platform, Jerry Chow, diretor de tecnologia da IBM para supercomputação centrada em quântica, disse que escalar “não é apenas construir chips cada vez maiores”, mas toda a infraestrutura ao redor; a publicação lembra que o Starling foi projetado para até 200 qubits lógicos. Já a EE Times destaca que espaço extra não elimina o problema do cabeamento e do controle: quanto mais qubits, mais fios, conectores e eletrônica precisarão acompanhar a escala. Oliver Dial, vice-presidente de Quantum Systems da IBM, disse à EE Times que o desenho atual pode abrigar milhares de qubits por módulo e que as baias de cabeamento podem ser trocadas sem reconstruir o refrigerador.

Três componentes do IBM Quantum System Two passam a ser testáveis e melhoráveis de forma independente na nova arquitetura, segundo a empresa. O Starling, quando chegar, deverá hospedar milhares de qubits por módulo. Até lá, o anúncio documenta o resfriamento modular; a escala quântica dentro desses módulos ainda depende de processadores, acopladores e fios que a IBM diz que vai instalar e validar nos próximos anos.

Fontes

Imagem destacada: ilustração gerada por computador, sem valor documental.

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