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ARRI leva ST 2110 à ALEXA 35 Live com LPS-1 SUP 1.5.0 e licença permanente

Em setembro de 2026, a ALEXA 35 Live passa a enviar dois UHD não comprimidos e áudio/metadados em 25GbE ST 2110, com NMOS e redundância ST 2022-7.

ARRI leva ST 2110 à ALEXA 35 Live com LPS-1 SUP 1.5.0 e licença permanente

A ARRI adicionou suporte SMPTE ST 2110 ao sistema multicâmera ALEXA 35 Live, entregue pelo Software Update Package 1.5.0 do Live Production System LPS-1 e por licença permanente de software. A TVBEurope publicou a cobertura em 16 de setembro de 2026; a TV Tech havia antecipado o destaque na IBC 2026 em 9 de setembro.

O que a câmera passa a fazer em IP

A implementação permite roteamento e controle independentes de vídeo não comprimido, áudio multicanal e metadados sensíveis a tempo sobre conexão 25GbE full-duplex. O sistema pode transportar simultaneamente dois feeds de câmera UHD não comprimidos, além de múltiplos retornos HD ou UHD e canais AUX; fluxos HD também cobrem aquisição em alta taxa de quadros para câmera lenta sobre IP, segundo a TVBEurope.

Há redundância hitless SMPTE ST 2022-7 com dois transceptores SFP28 25GbE de terceiros; sincronismo PTP; e suíte AMWA NMOS (IS-04, IS-05, IS-08, IS-09, BCP-003-01 e BCP-003-03). A ARRI cita interoperabilidade com infraestrutura Riedel e ambientes SimplyLive. A licença LPS-1 ST 2110 custa US$ 8.735 ou € 7.500 no ARRI License Shop, conforme a TV Tech.

Para quem opera ao vivo

O movimento coloca a ALEXA 35 Live em estúdios, estádios, flypacks e produções remotas já baseados em ST 2110, sem gateway SDI obrigatório para o núcleo IP. O SUP 1.5.0 pode ser baixado no site da ARRI; a licença é vendida à parte.

Incertezas

As matérias não detalham tempos de latência medidos em campo nem lista completa de switchers/NMOS controllers testados além das menções a Riedel e SimplyLive. Não há anúncio específico de disponibilidade ou integradores no Brasil.

Do SDI ao núcleo IP sem gateway obrigatório

Câmeras cinematográficas em live há anos dependem de conversão SDI/IP na borda do estúdio. Com ST 2110 nativo no LPS-1, a ALEXA 35 Live passa a falar a língua do fabric core: essências separadas de vídeo, áudio e ancillares, descoberta NMOS e failover hitless. Isso reduz caixas intermediárias em flypacks e estádios, mas exige que a planta já tenha PTP bem projetado e ports 25GbE disponíveis — do contrário, a licença de software sozinha não completa o desenho.

O preço publicado da licença (US$ 8.735 ou € 7.500) deve ser lido como custo de habilitação do recurso, não como custo total de migração. Transceptores SFP28, fibra, switches e treinamento de operação continuam fora dessa cifra. Relatos de campo e matrizes oficiais de interoperabilidade além de Riedel e SimplyLive ainda não apareceram nas matérias consultadas.

Fontes

Imagem destacada: ilustração gerada por computador, sem valor documental.

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