AWS Lambda passa a aceitar funções de até 90 minutos no modo Managed Instances
Em 9/09, a AWS elevou de 15 para 90 minutos o limite das funções Lambda em Managed Instances, para chamadas assíncronas e por eventos.
A AWS anunciou em 9 de setembro de 2026 que funções do AWS Lambda executadas no modo Lambda Managed Instances podem rodar por até 90 minutos por invocação, seis vezes o limite anterior de 15 minutos. Segundo o anúncio da AWS, o novo teto vale para invocações assíncronas e para as acionadas por mapeamentos de fontes de eventos (ESM), em todas as regiões onde o Lambda Managed Instances está disponível. Chamadas síncronas continuam limitadas a 15 minutos.
O que mudou
O Lambda Managed Instances é o modo em que as funções rodam em instâncias EC2 gerenciadas pela própria AWS, com várias requisições simultâneas por instância e preço no modelo do EC2. O post técnico da AWS no Compute Blog explica que o limite de 15 minutos, em vigor desde 2018, obrigava a dividir ou migrar tarefas como transcrição de áudio, transcodificação de vídeo, simulações financeiras, lotes de dados e inferência de IA.
A mudança não exige alteração de código: basta configurar o timeout para até 5.400 segundos pelo console, pela CLI, pela API ou por ferramentas de infraestrutura como código, como CloudFormation e SAM. A fase de inicialização da função segue limitada a 15 minutos. Segundo a AWS, não há cobrança adicional pelo novo limite; vale o preço normal do Lambda Managed Instances.
Exceções e funções duráveis
O Compute Blog lista exceções: invocações por mapeamentos do Amazon MQ e do Amazon DocumentDB continuam limitadas a 15 minutos. O modo sob demanda tradicional do Lambda, fora do Managed Instances, também mantém os 15 minutos. Nas funções duráveis, que salvam pontos de controle e retomam após falhas, cada invocação assíncrona em Managed Instances pode durar até 90 minutos, enquanto a execução completa pode chegar a um ano.
A reação
A InfoQ registrou que a reação da comunidade foi majoritariamente positiva, com ressalvas. Yan Cui, especialista em serverless reconhecido pela AWS como AWS Hero, escreveu que a mudança “borra ainda mais a linha” entre rodar um servidor e uma invocação do Lambda, mas faz sentido para fluxos de agentes de IA. Outros usuários alertaram que tarefas de 90 minutos que passam a maior parte do tempo esperando podem sair mais caras no Lambda do que em alternativas como ECS ou AWS Batch.
O que muda na operação
- Filas SQS ligadas a funções longas precisam de tempo de visibilidade de pelo menos seis vezes o timeout da função, segundo a AWS; com 90 minutos, isso significa nove horas.
- Conexões ociosas também precisam de atenção: a AWS lembra que o NAT Gateway derruba conexões paradas após 350 segundos, o que exige pacotes de keep-alive.
- Credenciais temporárias devem continuar válidas durante toda a execução, ou ser renovadas.
- Como o Lambda não garante processamento exatamente uma vez, janelas maiores aumentam o risco de execuções duplicadas; a AWS recomenda implementar idempotência.
- Tarefas caras de repetir devem combinar o novo limite com funções duráveis, para retomar do último ponto de controle em vez de recomeçar do zero.
O que não está claro
A AWS não informou se pretende estender o limite de 90 minutos às chamadas síncronas ou ao modo sob demanda. O post diz apenas que a empresa quer ouvir clientes que precisem disso no roteiro público do Lambda no GitHub.
Fontes
- AWS (What's New) — AWS Lambda now supports 90-minute function timeout on Lambda Managed Instances (09/09/2026)
- AWS Compute Blog — Announcing 90-minute function timeout on AWS Lambda Managed Instances (09/09/2026)
- InfoQ (Renato Losio) — AWS Lambda Pushes Serverless toward Long-Running Workloads (19/09/2026)
Imagem destacada: ilustração gerada por computador, sem valor documental.


