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CoreWeave anuncia entrada na Índia com 240 MW para nuvem de IA a partir de 2028

Em parceria com a AdaniConneX, a CoreWeave planeja três prédios de 80 MW em Navi Mumbai com Nvidia Vera Rubin; a primeira fase sai em meados de 2028.

CoreWeave anuncia entrada na Índia com 240 MW para nuvem de IA a partir de 2028

A CoreWeave, provedora de nuvem especializada em IA, anunciou em 7 de outubro de 2026 sua entrada na Índia. Em comunicado, a empresa disse que planeja instalar 240 megawatts (MW) de capacidade de data center em Navi Mumbai, em parceria com a AdaniConneX. A primeira fase deve ficar disponível em meados de 2028. Ou seja, é um plano de expansão de capacidade, não uma região de nuvem que já possa ser usada.

O que foi anunciado

Segundo a CoreWeave, a capacidade ficará em três prédios de 80 MW no campus da AdaniConneX em Taloja, em Navi Mumbai, e a empresa será a única ocupante dos três. Há ainda a possibilidade de dobrar a capacidade, com mais até 240 MW no mesmo campus. A AdaniConneX é uma joint venture meio a meio entre a Adani Enterprises e a EdgeConneX.

A CoreWeave pretende instalar no local a plataforma Nvidia Vera Rubin, voltada a treinamento, inferência e cargas de agentes de IA. Os prédios estão sendo projetados para alta densidade, com resfriamento líquido direto nas salas de GPUs e um sistema de água gelada sem evaporação, de acordo com a empresa. A CoreWeave também diz que vai abrir um escritório no país e contratar localmente.

“A Índia tem o talento, os desenvolvedores e a ambição para se tornar um grande centro de inovação em IA”, afirmou Sachin Jain, diretor de operações da CoreWeave, no comunicado. A empresa associa o projeto à IndiaAI Mission, o programa nacional de IA do governo indiano.

O que muda na operação

Para quem contrata capacidade de GPU, o anúncio indica onde a oferta vai crescer, mas não muda nada no curto prazo. A operação começa em fases a partir de meados de 2028, e a CoreWeave não informou valor do investimento, preços nem clientes já comprometidos com o campus. Também não detalhou se a capacidade servirá a clientes indianos, a empresas de fora atendidas a partir da Índia ou às duas coisas.

O tamanho chama atenção. A Converge Digest observa que 240 MW se comparam a um grande campus de IA, mais do que a uma região de nuvem convencional, e que, somados ao projeto de 360 MW na Indonésia anunciado antes, chegam a 600 MW planejados na Ásia-Pacífico, todos com metas para 2028. Na leitura da publicação, a CoreWeave está reservando energia e espaço anos antes da demanda dos clientes. Como referência, a própria CoreWeave informou ter cerca de 4,2 gigawatts de energia contratada na teleconferência de resultados de 11 de agosto.

O ETDatacenters, do Economic Times, também noticiou o acordo, com os mesmos números do comunicado.

O que ainda falta saber

  • Valor do investimento e forma de financiamento, não divulgados.
  • Cronograma das fases depois da primeira e data para eventual expansão a 480 MW.
  • Quais serviços da CoreWeave estarão disponíveis no campus e em que condições contratuais.
  • Fonte de energia do campus, não detalhada no comunicado.

Fontes

Imagem destacada: ilustração gerada por computador, sem valor documental.

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