Kioxia lança LD4, primeiro SSD E1.L com flash QLC, em amostras de até 30,72 TB para servidores 1U
Drive de hiperescala usa BiCS FLASH QLC de 8ª geração e link de 16 GT/s x4; arquitetura validada chega a 122,88 TB, ainda sem preço nem data.
A Kioxia apresentou a série LD4, seu primeiro SSD no formato E1.L com memória flash QLC, voltado a servidores 1U de alta densidade em data centers de hiperescala. O anúncio saiu em 8 de outubro de 2026 pela subsidiária americana, em San José, e em 9 de outubro pela matriz em Tóquio. Os drives estão em fase de amostras para clientes selecionados, com capacidades de 15,36 TB e 30,72 TB, e não há preço nem data de venda.
O que a Kioxia entrega agora
O LD4 usa a oitava geração da memória BiCS FLASH em QLC, que grava quatro bits por célula, controlador e firmware próprios e porta única, desenho típico de servidores de hiperescala. A interface segue a especificação NVMe 2.0e, e a empresa diz que o drive suporta a especificação OCP Datacenter NVMe SSD 2.6. A StorageReview, que analisou o anúncio no mesmo dia, ressalva que a Kioxia informa que o modelo não atende a todos os requisitos da OCP.
Um detalhe da ficha técnica merece atenção. A Kioxia descreve o LD4 como compatível com a especificação PCIe 5.0, mas a nota de rodapé limita a velocidade a 16 GT/s em quatro vias, sinalização da geração 4. Pelas contas da StorageReview, isso deixa o drive com teto de cerca de 7,9 GB/s em cada sentido, mais ou menos metade de um SSD PCIe 5.0 x4. O comunicado não traz números de leitura, escrita, IOPS nem resistência a gravações.
Por que o formato E1.L importa
O E1.L é a versão longa do padrão EDSFF, a “régua” de 318,75 mm de comprimento e 9,5 mm de espessura, segundo a StorageReview. O formato existe, explica a publicação, para caber mais chips de memória por slot: em um servidor 1U, costuma contar mais quantos terabytes cabem em cada baia do que o desempenho de um drive isolado. A Kioxia afirma ter validado uma arquitetura capaz de chegar a 122,88 TB, quatro vezes a maior capacidade em amostra hoje, mas não informou quando modelos maiores começarão a ser testados.
A memória QLC reduz o custo por terabyte em relação à TLC, mas resiste a menos ciclos de gravação e sustenta escrita mais lenta. Por isso a empresa posiciona o LD4 para aplicações de leitura intensa. “A flash QLC é particularmente atraente para aplicações de leitura intensa, em que alta capacidade e alto desempenho de leitura atendem às enormes necessidades de armazenamento das cargas de IA atuais”, disse Neville Ichhaporia, vice-presidente sênior da unidade de SSDs da Kioxia America. A StorageReview cita armazenamento de objetos e repositórios de IA e aprendizado de máquina como alvos, e registra proteção contra queda de energia e proteção de dados de ponta a ponta.
Estágio e o que falta saber
O produto ainda não está à venda. A matriz japonesa avisa que as amostras servem apenas para checagem funcional e que as especificações podem mudar na produção em massa. A Kioxia vai exibir o LD4 no OCP Global Summit, de 12 a 15 de outubro, em San José. O boletim Semi Doped, de 9 de outubro, observa que as qualificações em clientes de hiperescala ainda não terminaram, etapa que define se o drive chega aos racks.
Para quem planeja armazenamento em larga escala, o LD4 indica a direção do mercado: mais capacidade por slot, com flash QLC reservada a dados que são mais lidos do que gravados. O ganho real só poderá ser medido com especificações de desempenho, resistência e preço, que a empresa ainda não divulgou.
Fontes
- KIOXIA America — KIOXIA Announces E1.L QLC-Based SSD Designed for Hyperscale Data Centers (08/10/2026)
- Kioxia Corporation — Kioxia Introduces E1.L QLC-based SSDs for Hyperscale Data Centers (09/10/2026)
- StorageReview — KIOXIA LD4 Brings QLC to E1.L for 1U Servers, Sampling at 30.72TB With a Path to 122.88TB (08/10/2026)
- Semi Doped — Daily Update – October 9th, 2026 (09/10/2026)
Imagem destacada: ilustração gerada por computador, sem valor documental.


