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PlanetScale lança em prévia o Neki, para dividir o Postgres em várias máquinas

Serviço mantém Postgres de verdade em cada fragmento e promete refragmentação online; empresa avisa que ainda não é para produção.

PlanetScale lança em prévia o Neki, para dividir o Postgres em várias máquinas

A PlanetScale, empresa de bancos de dados em nuvem, colocou em prévia em 10 de setembro de 2026 o Neki, seu serviço de PostgreSQL fragmentado horizontalmente, ou sharded. A ideia é permitir que um banco Postgres cresça por várias máquinas, mantendo um Postgres de verdade em cada fragmento. A própria empresa avisa que o Neki não deve ser usado em produção durante a prévia, porque o produto ainda vai mudar, inclusive de forma incompatível.

O problema que ele tenta resolver

No texto de lançamento, a empresa lista dores conhecidas de quem tem um Postgres muito grande: tabelas difíceis de manter sem afetar o tráfego, backups que levam horas, limites de conexão, janelas de manutenção para mudar o esquema. Trocar por uma máquina maior resolve por um tempo, mas um dia as máquinas acabam. As alternativas, diz a PlanetScale, cobram um preço: fragmentar dentro da aplicação empurra a lógica de roteamento para o código, e bancos distribuídos compatíveis com Postgres podem esconder a chave de fragmentação e limitar extensões.

Como funciona

A aplicação se conecta a um roteador do Neki pelo protocolo padrão do Postgres, com a mesma string de conexão, e drivers e ORMs existentes continuam funcionando, segundo a empresa. O roteador analisa cada consulta, decide quais fragmentos devem executá-la e junta os resultados. Cada fragmento é um cluster Postgres completo, com um primário e pelo menos duas réplicas em três zonas de disponibilidade, sem motor de armazenamento modificado.

A equipe escolhe a chave de fragmentação e define, num arquivo JSON, como as tabelas são agrupadas e distribuídas. Mudanças de esquema, atualizações de versão, failovers, importações e a própria refragmentação rodam como fluxos online. Também dá para começar sem fragmentar, com um único primário e réplicas, e dividir depois, quando o banco crescer.

O teste dos 118 milhões

Um dia depois, a PlanetScale publicou um teste com 512 fragmentos, 480 roteadores e 1,22 PiB de dados, sustentando 118,5 milhões de consultas por segundo por 16 minutos, com latência p99 de 13,95 ms medida no cliente. O número impressiona, mas a própria empresa explica os limites: eram só leituras simples por chave primária, cada uma num único fragmento, sem escritas, sem junções, sem consultas entre fragmentos, sem réplicas e sem failover durante a medição. É um teste de escala linear, não um retrato de carga real.

Para quem administra Postgres em crescimento, o Neki é uma opção a acompanhar. Por ora, é para testes: a prévia exige que um administrador da organização ative o recurso nas configurações. Não encontramos avaliação independente do serviço até 8 de outubro.

Fontes

Imagem destacada: ilustração gerada por computador, sem valor documental.

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