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Record diz que começa operação comercial da TV 3.0 em dezembro em São Paulo, Rio e Brasília

Presidente da emissora fixou o prazo na SET Expo; testes vão até 31/12 e a expansão nacional depende da limpeza de espectro pelo MCom e pela Anatel.

Record diz que começa operação comercial da TV 3.0 em dezembro em São Paulo, Rio e Brasília

A Record pretende iniciar em dezembro de 2026 a operação comercial do DTV+, nome comercial da TV 3.0, em São Paulo, no Rio de Janeiro e em Brasília. O prazo foi dado pelo presidente da emissora, Luiz Cláudio Costa, em entrevista durante a SET Expo 2026, publicada pelo Além da Tela em 21 de agosto. É a primeira vez que a Record fixa uma data para o sinal comercial regular nessas três praças.

“Em dezembro já entramos com o sistema funcionando em Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília, que são as praças onde o governo efetivamente autorizou”, disse Costa, que já presidiu o Fórum SBTVD. Segundo ele, o planejamento para o resto do país está pronto, à espera do cronograma de limpeza do espectro.

Onde a Globo já está

A Globo saiu na frente: segundo o portal da SET, a emissora iniciou a fase comercial do DTV+ em junho, durante a Copa do Mundo, nas mesmas três capitais. A arquitetura usa os codecs VVC e MPEG-5 LCEVC, e os primeiros canais operam em 4K a 60 quadros por segundo com HDR, a menos de 10 Mbps, recebidos por antenas internas.

O que ainda depende de autorização

As transmissões atuais da Record em São Paulo ainda são experimentais. O São Paulo Broadcast relatou em 30 de julho que o Ministério das Comunicações fixou o fim da nova fase de testes da TV 3.0 em 31 de dezembro de 2026 e autorizou a Record a operar, a partir de 1º de agosto, uma estação experimental própria na frequência de 289 MHz. Até então, a emissora usava a estrutura experimental da Câmara dos Deputados. O site ressalta que a entrada definitiva de cada emissora depende de consignação pelo ministério e de análise de viabilidade técnica pela Anatel, e que o uso futuro dos 289 MHz para a operação regular da Record ainda depende dessas decisões. A Globo opera em 277 MHz, frequência passível de consignação definitiva, o que permitiria passar à operação regular sem interromper o sinal.

A expansão para outras cidades depende da limpeza de frequências conduzida pelo ministério e pela Anatel para liberar os canais que receberão o sinal definitivo. Até a data desta edição, não localizamos publicação oficial com o cronograma dessa limpeza.

O que muda para o espectador

Costa citou testes no reality A Fazenda e em transmissões do Campeonato Paulista com votação em tempo real, escolha de ângulo de câmera e seleção de áudio pelo controle remoto, o que ele chama de “teleparticipante”. A TV 3.0 também prevê compras pela tela e publicidade segmentada, o que levanta questões sobre o uso de dados de audiência ainda pouco detalhadas publicamente. Para assistir, é preciso um televisor ou conversor compatível com o novo padrão; a Record não informou se haverá conteúdo exclusivo no DTV+ em dezembro.

Fontes

Imagem destacada: ilustração gerada por computador, sem valor documental.

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