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Astera Labs anuncia Aries 7, chips de sinal para PCIe 7 em cobre e óptica, com amostras no 4º trimestre

Família inclui retimers de 40+ dB, redrivers, módulos de cabo e componentes ópticos para links de até 50+ m; sem dados de consumo, latência ou preço.

Astera Labs anuncia Aries 7, chips de sinal para PCIe 7 em cobre e óptica, com amostras no 4º trimestre

A Astera Labs anunciou em 8 de outubro de 2026 a família Aries 7, um conjunto de chips para condicionar sinais de PCIe 7, a geração do barramento que roda a 128 GT/s por via, o dobro da anterior. O comunicado reúne retimers, redrivers, módulos para cabos de cobre e, pela primeira vez na empresa, componentes ópticos. As primeiras amostras estão previstas para o quarto trimestre de 2026, para clientes selecionados.

Por que o PCIe 7 precisa de ajuda

Em clusters de IA, o PCIe liga aceleradores, CPUs, memória, placas de rede e SSDs. Cada nova geração dobra a taxa de dados, mas encolhe a margem do sinal elétrico. No blog técnico do lançamento, a Astera explica que o PCIe 7 mantém a modulação PAM4 e dobra a frequência de Nyquist para 32 GHz, enquanto o orçamento de perda do canal subiu só de 32 dB para 36 dB. Segundo a empresa, a especificação também passou a permitir até quatro retimers por canal, contra dois antes. A conclusão da fabricante é que a maioria dos canais vai precisar de algum condicionamento de sinal.

O que a família inclui

Pelo resumo técnico da família, os Smart Retimers regeneram o sinal por completo e estendem o alcance em mais de 40 dB a 128 GT/s, com monitoramento de correção de erros. Os Smart Redrivers consomem menos energia e estendem o alcance em mais de 18 dB, para canais com menos perda. Os módulos de cabo chegam a 3 metros em cabos de cobre ativos com redriver e a 6 metros em cabos elétricos ativos com retimer. Para ligar racks distantes, os drivers ópticos e os amplificadores de transimpedância (TIAs) se destinam a óptica linear plugável (LPO) e óptica próxima ao encapsulamento (NPO), e a empresa fala em mais de 50 metros.

Retimers e redrivers usam a mesma pegada física padronizada pela OCP, a Open Compute Project. A promessa é que o fabricante de servidores desenhe a placa uma vez e escolha depois qual chip montar, sem refazer o projeto. Tudo é gerenciado pelo software COSMOS, da própria Astera, com diagnósticos e monitoramento de frota.

Estágio, parceiros e lacunas

Por enquanto, o que existe é o anúncio e um cronograma de amostras. A disponibilidade ampla, diz a Astera, virá à medida que as plataformas concluírem a qualificação. A empresa vai mostrar demonstrações de PCIe 7 em cobre e óptica no OCP Global Summit, de 12 a 15 de outubro, em San José. Segundo o comunicado, AMD e Intel validaram retimers Aries em produção do PCIe 4 ao 6 e colaboram na transição para o PCIe 7. Lumentum e Lumilens aparecem como parceiras na parte óptica.

A SDxCentral, que noticiou o lançamento em 9 de outubro, observa que a Astera não divulgou números de consumo nem de latência. Também não há preço. O título de “primeiro portfólio de PCIe 7” do setor é alegação da própria empresa, sem verificação independente, e os valores de alcance são da fabricante.

Para quem projeta ou compra infraestrutura de IA, o anúncio mostra um custo escondido da próxima geração. Segundo a própria Astera, dobrar a banda do PCIe exige placas de menor perda, conectores e cabos ativos de nova geração e mais chips de condicionamento em cada caminho, além de óptica quando a distância passa de alguns metros. Quanto isso pesará em energia e preço só ficará claro quando os primeiros sistemas com PCIe 7 forem medidos.

Fontes

Imagem destacada: ilustração gerada por computador, sem valor documental.

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