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AWS e Microsoft lançam em prévia conexão privada gerenciada entre as duas nuvens

Anunciado em 31/08, o link entre AWS Interconnect e Azure Multicloud Interconnect está em prévia em quatro regiões; preço e data de GA não saíram.

AWS e Microsoft lançam em prévia conexão privada gerenciada entre as duas nuvens

AWS e Microsoft anunciaram em 31 de agosto de 2026 uma forma gerenciada de criar conexões privadas entre as nuvens das duas empresas. A solução combina o AWS Interconnect – multicloud com o Azure Multicloud Interconnect e está em prévia pública, sem data de disponibilidade geral. Para equipes que montam esse caminho à mão, com circuitos dedicados, roteamento e coordenação entre dois provedores, a promessa é provisionar o link a partir dos consoles das próprias nuvens.

O que foi anunciado

Segundo o anúncio da AWS, a Microsoft é o provedor mais recente a adotar a especificação aberta de interoperabilidade de rede que a AWS publicou ao lançar o Interconnect em prévia, no re:Invent de 2025. A conexão com o Azure está em prévia nas regiões US East (Norte da Virgínia), US West (Norte da Califórnia), Ásia-Pacífico (Sydney) e Europa (Frankfurt) da AWS e pode ser criada pelo console, pela linha de comando ou por API. A mesma página informa que as conexões com Oracle Cloud Infrastructure e Google Cloud já estão em disponibilidade geral.

No blog do Azure, Narayan Annamalai, vice-presidente e chefe de produtos de redes do Azure, diz que a solução estende a conectividade até o Azure Private Link, formando um caminho privado de ponta a ponta entre as nuvens. Segundo ele, na disponibilidade geral será possível contratar conexões de até 100 Gbps desde o primeiro dia, com capacidade expansível. Robert Kennedy, vice-presidente de serviços de rede da AWS, citado no texto, promete criptografia MACsec por padrão e disponibilidade de “quatro noves”, ou seja, 99,99%.

A ironia apontada pela imprensa

O The Register lembrou que as duas empresas minimizavam as barreiras ao uso de várias nuvens. A AWS disse ao órgão de concorrência do Reino Unido que não havia obstáculos técnicos significativos para clientes usarem mais de um provedor, e a Microsoft afirmou que havia pouco interesse de clientes nisso, a não ser em situações bem específicas. A publicação também registra que, segundo a Microsoft, recursos, metas de desempenho e prazos podem mudar até a disponibilidade geral, e que os interessados na prévia devem procurar seus times de conta na Microsoft ou na AWS.

O que muda na operação

  • Arquiteturas que já cruzam AWS e Azure, como dados em uma nuvem e treinamento ou inferência de IA em outra, ganham uma alternativa aos circuitos montados por conta própria.
  • Por estar em prévia, o serviço não deve sustentar cargas críticas antes da disponibilidade geral e de um acordo de nível de serviço formal.
  • Os 100 Gbps e os 99,99% são metas anunciadas; o desempenho real precisa ser medido na prévia, nas quatro regiões disponíveis.

O que ainda não se sabe

Nenhuma das páginas consultadas informa preço, cobrança de tráfego entre as nuvens ou data de disponibilidade geral. Sem isso, não dá para comparar o custo total com o de circuitos dedicados ou interconexões via parceiros. A prévia também não inclui, por ora, regiões da AWS na América do Sul.

Fontes

Imagem destacada: ilustração gerada por computador, sem valor documental.

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