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AWS admite que não vai recuperar dados guardados só no Bahrein e em uma zona dos Emirados

Em 15/09, a AWS disse que dados hospedados só na região do Bahrein e na zona mec1-az2, nos Emirados, danificadas por drones, não serão recuperados.

AWS admite que não vai recuperar dados guardados só no Bahrein e em uma zona dos Emirados

A Amazon Web Services (AWS) informou em 15 de setembro de 2026, no seu painel de saúde dos serviços, que não conseguirá restaurar o acesso a recursos e dados hospedados exclusivamente na região do Bahrein (me-south-1) e em uma das três zonas de disponibilidade da região dos Emirados Árabes Unidos (me-central-1). As instalações foram danificadas em ataques com drones ligados à guerra com o Irã, que começaram a afetar as regiões em março. Para quem opera na nuvem, o recado é direto: cópia em outra zona da mesma região não protege contra a perda da região inteira.

O que a AWS disse

Sobre o Bahrein, a AWS escreveu que o dano “atingiu várias zonas de disponibilidade e excedeu aquilo que nossos serviços regionais e multizona foram projetados para suportar”. A empresa conta que, quando a primeira zona foi danificada em março, passou a recomendar a migração para outras regiões, e que a maioria dos clientes saiu antes de a região ficar indisponível, em abril, com a perda de uma segunda zona. Depois disso, ajudou os clientes restantes a retomar a operação em outras regiões, com backups quando havia, e esgotou as opções de recuperação. Uma nova atualização sobre o Bahrein está prevista para o início de 2027.

Nos Emirados, os dados perdidos são os que estavam apenas na zona mec1-az2. A AWS segue tentando recuperar recursos regionais e os das outras zonas afetadas, mec1-az1 e mec1-az3, diz trabalhar na substituição da infraestrutura e promete novidades sobre a restauração nos próximos meses. Nas duas regiões, informou ter notificado as autoridades competentes.

O que as coberturas acrescentam

Segundo o The Register, a AWS não quis comentar além do que publicou no painel. A InfoQ lembra que a região do Bahrein foi aberta em 2019 e a dos Emirados em 2022, e que em março drones iranianos danificaram três data centers nas duas regiões. A publicação registra ainda o debate sobre clientes que não podiam replicar dados fora do país por exigências de residência de dados.

O webhosting.today reconstituiu a cronologia a partir do histórico do painel: a interrupção começou nos Emirados em 1º de março e no Bahrein no dia seguinte; desde os primeiros dias de março, a AWS pedia a replicação de dados críticos para outra região; e, em 30 de abril, anunciou a suspensão das cobranças relacionadas nas duas regiões. O site observa que os avisos não informam quantos clientes nem quantos dados foram afetados e que, em 17 de setembro, a página de infraestrutura global da AWS ainda contava 124 zonas em 39 regiões, incluindo as do Bahrein e dos Emirados.

O que muda na operação

  • Verificar se algum dado ou sistema existe em uma única região, sem cópia utilizável em outra, e tratar isso como risco de continuidade, não só de disponibilidade.
  • Testar a restauração em outra região, e não apenas a existência do backup.
  • Mapear onde exigências de residência de dados impedem a cópia para fora do país e discutir alternativas com o jurídico e o provedor antes de uma crise.

O que ainda não se sabe

A AWS não divulgou o número de clientes afetados, o volume de dados perdidos nem um prazo para a volta da região do Bahrein.

Fontes

Imagem destacada: ilustração gerada por computador, sem valor documental.

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