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Bridge Technologies passa a monitorar o codec IP10 da Blackmagic em fluxos ST 2110

Em 31/08/2026, a VB440 ganhou suporte ao IP10, codec aberto para Ultra HD 10-bit 4:2:2 sobre 10GE em ambientes ST 2110, com demos na IBC.

Bridge Technologies passa a monitorar o codec IP10 da Blackmagic em fluxos ST 2110

A Bridge Technologies anunciou em 31 de agosto de 2026 que sua sonda de produção VB440 passou a monitorar o codec IP10 da Blackmagic Design, com demonstrações previstas na IBC 2026, de 11 a 14 de setembro em Amsterdã. O IP10 é um codec aberto e sem taxa de licença para ambientes SMPTE ST 2110, feito para levar Ultra HD de alta taxa de quadros em 10 bits 4:2:2 por enlaces de 10 Gigabit Ethernet.

O que o IP10 muda na operação

Segundo a Bridge e a Blackmagic, o codec tem latência de oito amostras de pixel e pegada pequena em FPGA. A proposta é oferecer qualidade próxima à não comprimida em infraestrutura 10GE já comum em unidades móveis, locais remotos e instalações menores, sem exigir comutação 25GE ou 200GE. A Blackmagic afirma que o IP10 permite enviar vídeo e áudio 2160p59.94/60 12G por rede 10G, conforme a Sports Video Group.

A VB440, com interfaces dual 200GE para ST 2110 não comprimido, passa a analisar fluxos IP10 com a mesma profundidade de ferramentas usadas em fluxos sem compressão: waveform, vectorscope, histogramas, HDR com prévia SDR, áudio com dezenas de canais por fluxo, análise PTP e monitoramento de redundância ST 2022-7, acessíveis por navegador HTML5.

Por que importa para vídeo IP

Para engenharia de broadcast, o anúncio reforça um caminho intermediário na migração SDI para IP: manter ST 2110 onde a banda larga ainda não chegou. A Bridge apresenta o suporte como interoperabilidade, não como escolha de “lado” entre ecossistemas. Demos ocorreram nos stands da Bridge (1.A71) e da Blackmagic (7.C49) na IBC.

O que ainda está em aberto

As matérias consultadas são anúncios de produto e cobertura especializada; não há, nestas páginas, resultados de teste independente de qualidade visual, consumo de banda medido em campo nem lista de fabricantes além da Bridge que já monitorem IP10. Disponibilidade comercial da integração e suporte em outras sondas não foram detalhados além da VB440.

Como encaixa na migração para IP

Em muitas operações, a barreira para ST 2110 não é só o custo de câmeras ou switchers, e sim a troca de spine e leaf de rede para 25GE ou 100/200GE. Um codec com pegada pequena em FPGA e sem royalty reduz o argumento de que só quem já renovou o core consegue experimentar produção IP de alta taxa de quadros. Ainda assim, engenheiros precisarão validar sincronismo PTP, proteção ST 2022-7 e a cadeia de monitoramento ponta a ponta — exatamente o papel que a Bridge atribui à VB440 quando o fluxo deixa de ser puramente não comprimido.

A cobertura especializada disponível limita-se aos anúncios pré-IBC; não substituímos avaliação de laboratório nem relatos de emissoras. Quem operar OB van ou facility pequena deve tratar o IP10 como opção a medir em prova de conceito, com critérios próprios de qualidade visual, jitter e interoperabilidade com misturadores e roteadores já instalados.

Fontes

Imagem destacada: ilustração gerada por computador, sem valor documental.

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