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Mecka AI capta US$ 60 milhões com Sequoia e Nvidia para gravar movimentos humanos e treinar robôs

Em 07/10, a Mecka AI anunciou Série B de US$ 60 milhões liderada pela Sequoia para ampliar a coleta de dados humanos que treinam robôs.

Mecka AI capta US$ 60 milhões com Sequoia e Nvidia para gravar movimentos humanos e treinar robôs

A Mecka AI, startup que grava pessoas fazendo tarefas do dia a dia para gerar dados de treino para robôs, anunciou em 7 de outubro de 2026 uma rodada Série B de US$ 60 milhões liderada pela Sequoia Capital. Nvidia, M12 (fundo de venture capital da Microsoft), Qualcomm Ventures e Samsung entraram como novos investidores, segundo o comunicado da empresa. A rodada também foi noticiada pelo TechCrunch e pelo BetaKit.

O gargalo que a Mecka quer resolver

Modelos de linguagem aprenderam com textos raspados da internet, mas movimento, contato e força não estão online. Esse é o argumento da Mecka: robôs não carecem de inteligência, carecem de experiência. Segundo o TechCrunch, a empresa, fundada em 2024, paga pessoas para se filmarem fazendo café ou consertando carros, com sensores no corpo e smartphones. O BetaKit lista também gravações em cozinhas profissionais, laboratórios de química, metalurgia e oficinas de couro.

A Mecka diz fabricar o próprio hardware de captura com vários sensores, manter equipes de gravação em casas e ambientes comerciais e ter um laboratório interno que converte as imagens brutas em dados estruturados, com rastreamento de movimento, reconstrução 3D e alinhamento de sensores. A empresa afirma ter precisão abaixo de um centímetro na estimativa da posição das mãos em vídeos do mundo real, mas não apresenta medição independente.

Os números, segundo a empresa

A Mecka afirma fornecer dados para vários dos principais laboratórios de robótica e para mais de uma das sete maiores empresas de tecnologia dos EUA, sem citar nomes. Diz também ter passado de US$ 100 milhões em receita anualizada em junho de 2026 e projeta US$ 300 milhões até o fim do ano. São números da própria empresa, sem auditoria nas fontes consultadas. O TechCrunch havia noticiado antes que a rodada sairia com avaliação de cerca de US$ 500 milhões; o comunicado não informa a avaliação.

Segundo o BetaKit, a empresa tem sede legal nos EUA, mas três dos quatro fundadores são canadenses e a maior parte da equipe fica em Toronto. A rodada anterior, uma Série A, também somou US$ 60 milhões, em duas etapas.

Do dado ao robô em operação

Além de vender dados, a Mecka quer atuar como integradora: instalar robôs em empresas que não têm equipe de robótica, capturar dados no próprio local e retreinar os modelos com eles. O dinheiro novo, segundo a empresa, vai para a infraestrutura de dados, o laboratório de pesquisa e essa operação comercial. A Mecka não informa quantos robôs já opera nem para quais clientes.

  • Estágio: empresa com receita declarada no fornecimento de dados; implantação comercial de robôs ainda em expansão.
  • Concorrência: o TechCrunch cita a XDOF e o avanço de plataformas de dados humanos como Scale AI e Micro1 sobre a robótica.
  • Lacuna: não há dados públicos sobre quanto os conjuntos da Mecka melhoram robôs em tarefas reais.

A rodada mostra para onde o dinheiro está indo na corrida dos humanoides: menos para o hardware e mais para os dados que ensinam as máquinas. Falta saber se demonstrações humanas gravadas em escala se transformam em robôs confiáveis fora do laboratório.

Fontes

Imagem destacada: ilustração gerada por computador, sem valor documental.

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