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Spanner Omni chega à versão geral e leva o banco do Google para data centers e outras nuvens, sem SLA

Desde 30/9, o Spanner Omni pode rodar em produção fora do Google Cloud, com TLS, backup e suporte; o Google não oferece SLA de disponibilidade.

Spanner Omni chega à versão geral e leva o banco do Google para data centers e outras nuvens, sem SLA

O Google Cloud anunciou em 30 de setembro de 2026 a disponibilidade geral do Spanner Omni, versão do banco de dados distribuído Spanner que pode ser instalada no data center do próprio cliente, em outras nuvens ou até em um notebook. Apresentado no Google Cloud Next ’26, em abril, o produto acumulou mais de 2 milhões de downloads desde o lançamento da prévia, segundo o Google. A diferença central em relação ao serviço gerenciado está no contrato: como o Omni roda em infraestrutura administrada pelo cliente, o Google não oferece SLA de disponibilidade.

O que muda com a versão geral

A versão geral libera recursos exigidos em produção: criptografia TLS, autenticação e autorização, registro de auditoria, backup e restauração e os chamados worker nodes, nós de computação sem estado que tiram tarefas pesadas de segundo plano dos servidores principais. O suporte passa a ser feito pelo Customer Care do Google Cloud. Segundo a empresa, o Omni mantém o modelo multimodelo do Spanner, com SQL, grafos, chave-valor, busca de texto, busca vetorial e motor colunar, além de suporte ao Model Context Protocol (MCP) pelo MCP Toolbox, para uso por agentes de IA.

O licenciamento tem duas faixas. A Developer Edition é gratuita para uso não comercial e fora de produção, com licença de 90 dias sem backup nem worker nodes; em um único servidor de até 4 vCPUs, a licença não expira e inclui backup. A Commercial Edition segue assinatura anual por vCPU, e há licença de prova de conceito com desconto. O preço comercial não foi publicado, conforme notou a InfoQ em reportagem de 7 de outubro.

Como o Spanner saiu da infraestrutura do Google

De acordo com a InfoQ, o Google teve de substituir os dois componentes de que o Spanner mais depende. No lugar do Colossus, o sistema de arquivos distribuído da empresa, entra uma camada de abstração que grava em discos locais e os expõe pela rede aos demais nós. No lugar do TrueTime, o serviço de relógio baseado em relógios atômicos e GPS, entra uma sincronização de tempo por software com margem de erro controlada. O consenso Paxos, o particionamento automático e a replicação síncrona continuam iguais.

A operação passa para o cliente: manutenção, atualizações de versão e monitoramento, este com Prometheus e Grafana em vez do Cloud Monitoring. As topologias documentadas vão de servidor único, em que atualizações causam parada, a um cluster de pelo menos três servidores em uma zona, três zonas com três servidores cada ou múltiplos clusters. Integrações que dependem do Google Cloud, como BigQuery, Knowledge Catalog e Gemini Enterprise, ficam de fora, e o Google reconhece lacunas de recursos sem detalhar quais nem quando serão fechadas.

Pontos de atenção

Segundo a reportagem, a documentação lista Google Cloud e Amazon como nuvens públicas suportadas, além de ambientes locais e notebooks; o Azure não aparece. A InfoQ também observou que a página de visão geral da documentação, atualizada em 28 de setembro, ainda exibia o aviso de prévia, com limitações que a versão geral removeu. Na prévia de abril, o Mercado Livre afirmou que o produto permite resiliência entre nuvens que seria bem mais complexa de implementar com outros provedores. Para quem avalia a adoção, a comparação que importa é com o próprio Spanner gerenciado: latência de cauda, esforço operacional e ausência de SLA contra a liberdade de escolher onde os dados ficam.

Fontes

Imagem destacada: ilustração gerada por computador, sem valor documental.

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