Google lança em prévia o Cloud Run instances, modo para manter agentes de IA ligados continuamente
Em 27/08, o Google Cloud lançou em prévia o Cloud Run instances: uma cópia única, até 7 dias contínuos e US$ 5,70 por 30 dias na configuração mínima.
O Google Cloud lançou em 27 de agosto de 2026, em prévia, o Cloud Run instances, um novo modo do serviço sem servidor Cloud Run para cargas que precisam ficar ligadas o tempo todo em uma única cópia. Segundo o anúncio no blog do Google Cloud, assinado por Ryan Pei e Matthew Robertson, o alvo principal são agentes de IA de longa duração, que costumam exigir uma máquina virtual dedicada.
O que muda em relação ao Cloud Run tradicional
Os serviços do Cloud Run escalam conforme o tráfego e desligam quando as requisições param. O novo modo faz o contrário: roda uma única instância, sem escalonamento automático, por até sete dias contínuos, com uma política de reinício automático ativada por padrão. Cada instância recebe um endereço HTTPS que não muda entre atualizações e reinícios, e pode ser parada quando não estiver em uso e retomada depois.
O Google afirma que manter uma instância com 1 vCPU e 1 GiB de memória ligada por 30 dias custa US$ 5,70. Segundo a empresa, o modelo usa vCPU compartilhada com cotas de pico (burst), pensado para processos que ficam ociosos a maior parte do tempo e só exigem mais processamento quando recebem uma tarefa. O exemplo do anúncio é o OpenClaw, agente pessoal de IA de código aberto, implantado com um único comando.
Limites a conhecer
A documentação do recurso informa que, por estar em prévia, ele segue os termos de ofertas pré-GA do Google Cloud: é fornecido “no estado em que se encontra” e pode ter suporte limitado. As instâncias não têm disco persistente; arquivos que precisam sobreviver devem ir para armazenamento externo, como um bucket do Cloud Storage. Atualizar a imagem, a porta ou as variáveis de ambiente reinicia a instância. O recurso está disponível na maior parte das regiões do Cloud Run, com exceções listadas na documentação. O acesso por SSH foi anunciado como “em breve”.
A ComputeLabs Research, que acompanha infraestrutura de IA, observou que o preço divulgado vale apenas para aquela configuração e período e que o anúncio não traz diferenças regionais de preço, cobranças de rede e armazenamento, termos de nível de serviço nem limites da configuração.
Quem já usa
O Google cita dois clientes. A OffDeal, banco de investimentos para pequenas empresas, diz usar o recurso como infraestrutura principal de seu agente de longa duração e relata redução de 88% nas partidas a frio (cold starts). A L’Oréal Beauty Tech usa as instâncias como bastion hosts para dar acesso de desenvolvedores ao Cloud SQL e a outros recursos.
O que muda na operação
- Para agentes e processos únicos e contínuos, o recurso pode substituir uma VM pequena, sem gerenciar sistema operacional, portas de firewall e certificados HTTPS.
- Por estar em prévia, sem SLA publicado, não é indicado para produção crítica.
- Estado que precisa persistir deve ficar fora da instância, porque não há disco persistente e atualizações reiniciam o contêiner.
- O custo total deve somar rede, armazenamento e região ao valor de referência de US$ 5,70.
Fontes
- Google Cloud (Ryan Pei e Matthew Robertson) — Introducing Cloud Run instances (27/08/2026)
- Google Cloud Documentation — Create and manage Cloud Run instances (consultada em 08/10/2026)
- ComputeLabs Research — Google Cloud Run added dedicated singleton instances; continuous one-vCPU, one-gibibyte operation costs $5.70 for 30 days (31/08/2026)
Imagem destacada: ilustração gerada por computador, sem valor documental.


