Banco Central prevê cobrança híbrida e split tributário no Pix em 2026; Pix Internacional e em garantia ficam sem data
Relatório do BC de 10/08 lista novidades, cita grupo contra mensagens abusivas e omite o Pix Parcelado; o Pix movimentou R$ 35,36 trilhões em 2025.
O Banco Central divulgou em 10 de agosto de 2026 o Relatório de Gestão do Pix 2023–2025, que, além do balanço, traz a agenda das próximas funcionalidades do sistema de pagamentos instantâneos. Para 2026, o BC prevê a cobrança híbrida, o pagamento de duplicatas e o split tributário; o Pix Internacional e o uso do Pix como garantia de crédito ficam para os anos seguintes, ainda sem data.
O que vem primeiro
Segundo o g1, a cobrança híbrida permite pagar por QR Code uma cobrança que também oferece a opção de boleto; hoje é facultativa, e a previsão é que se torne obrigatória a partir de novembro deste ano. O pagamento de duplicatas escriturais via Pix pretende ser alternativa aos boletos e facilitar a antecipação de recebíveis. Já o split tributário adapta o Pix ao recolhimento de impostos em tempo real criado na reforma tributária sobre o consumo, em que a CBS passará a ser recolhida no ato da compra em pagamentos eletrônicos a partir de 2027.
Pix entre países e como garantia
No campo internacional, o relatório afirma que estão em discussão “tanto interligações bilaterais como a participação em hubs multilaterais”, o que permitiria remessas e compras no exterior com o dinheiro disponível em moeda local em poucos segundos, como relatou a Agência Brasil. O BC diz também monitorar modelos de transações internacionais com Pix já oferecidos por empresas brasileiras e estrangeiras.
O Pix em garantia permitiria usar fluxos futuros de recebimentos por Pix como garantia de empréstimos. Segundo o documento, a solução pode melhorar a qualidade das garantias e reduzir o custo do crédito, especialmente para empresas que recebem muito por Pix. Outras frentes citadas são o Pix por aproximação sem conexão à internet e o Pix Automático no lugar do débito em conta.
Mensagens abusivas e segurança
O BC reconhece o uso do campo de mensagens do Pix para ofensas, ameaças e intimidações, muitas vezes com transferências de valor irrisório, e criou em 2026 um grupo de trabalho para discutir alternativas; medidas regulatórias poderão vir depois. Na segurança, a agenda inclui critérios objetivos mínimos para classificar transações suspeitas, um indicador de probabilidade de fraude calculado pelo BC em tempo real com aprendizado de máquina e compartilhado com as instituições, a padronização obrigatória dos alertas de golpe e um fluxo automatizado para bloqueios cautelares.
Os números e o que ficou de fora
Em 2025, o Pix movimentou R$ 35,36 trilhões, recorde e alta de 33,6% sobre 2024, segundo o g1. O jornal observa que o relatório não menciona o Pix Parcelado, modalidade que o próprio BC já apontou como alternativa para cerca de 60 milhões de pessoas sem cartão de crédito e cuja padronização segue sem prazo. Para o consumidor, o efeito mais imediato tende a ser a cobrança híbrida nos boletos; o resto da agenda ainda depende de regulamentação e de prazos que o BC não fixou.
Fontes
- Banco Central do Brasil — Relatório de Gestão do Pix 2023–2025 (PDF) (10/08/2026)
- Agência Brasil — Banco Central estuda interligar Pix com sistemas de outros países (10/08/2026)
- g1 — BC trabalha em Pix Internacional e em garantia e prepara novas regras contra golpes e mensagens indevidas (10/08/2026)
Imagem destacada: ilustração gerada por computador, sem valor documental.


