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Rapidus cria ecossistema com 17 empresas de projeto para atrair clientes ao seu processo de 2 nm

Anunciado em 5/10, o Rapidus CORE reúne Cadence, Synopsys e outras 15 empresas; fábrica japonesa ainda não tem pedidos firmes.

Rapidus cria ecossistema com 17 empresas de projeto para atrair clientes ao seu processo de 2 nm

A japonesa Rapidus anunciou em 5 de outubro de 2026 a criação do Rapidus CORE, sigla em inglês para Ecossistema Aberto Colaborativo Rápido, uma rede de parceiros para apoiar o desenvolvimento e a produção em massa de chips no seu futuro processo de 2 nanômetros. O primeiro passo é um grupo de 17 empresas de projeto de chips, chamado Design Solution Associates, que fará a ponte entre os clientes e a fábrica desde as fases iniciais do projeto.

Quem entra no grupo

A lista inclui as duas maiores fornecedoras de ferramentas de automação de projeto eletrônico (EDA), Cadence e Synopsys, e empresas de serviços de engenharia como Infosys, HCL Technologies, Wipro e Quest Global. Completam a lista Dai Nippon Printing, TOPPAN, Toshiba Information Systems, NSW, MavissDesign, AION Silicon, MosChip e quatro empresas da Malásia: SkyeChip, Oppstar Technology, Infinecs Systems e GreatAsic Technology. A Quest Global é de Singapura, segundo o Business Times. Segundo a Rapidus, o CORE será ampliado depois para EDA, propriedade intelectual (IP) e outras categorias.

Por que a Rapidus precisa disso

Fabricar no processo mais avançado não basta: o cliente precisa de bibliotecas, blocos de IP e equipes capazes de levar um projeto até o envio para fabricação. A Rapidus diz no comunicado que, diante da falta global de talentos em semicondutores de ponta, é essencial ter um ecossistema que permita aos clientes começar cedo. É um modelo semelhante ao que a TSMC mantém há anos com seus parceiros de projeto, e a Rapidus parte de trás nessa disputa.

Segundo a DCD, a empresa foi fundada em 2022 pelo governo japonês e por parceiros como SoftBank, Sony e NTT, com tecnologia licenciada da IBM, começou a testar sua primeira linha de produção em Hokkaido em 2025 e deve iniciar a fabricação de chips de 2 nm em 2027.

Sem pedidos firmes por enquanto

O anúncio não traz clientes nem contratos. O Business Times, de Singapura, ouviu as malaias SkyeChip e Oppstar: a primeira vai oferecer IP de interface de memória, rede no chip e conexão entre chiplets para IA e computação de alto desempenho, e a segunda, projeto físico e IP sob medida. Nenhuma das duas informou valores, projetos contratados ou receita esperada. O jornal registra que a participação ainda não gerou pedidos firmes nem receita comercial e cita Yong Kai Ping, executivo da agência de economia digital do estado de Selangor, para quem ser parceiro reconhecido de um ecossistema não significa carteira de pedidos garantida.

Para o mercado, o CORE é um passo de preparação: indica que a Rapidus tenta reduzir o atrito para os primeiros clientes antes da produção. Se a fábrica japonesa vai atrair projetos relevantes, e a que custo, só ficará claro quando houver contratos anunciados e chips saindo da linha de Hokkaido.

Fontes

Imagem destacada: ilustração gerada por computador, sem valor documental.

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