Cade aprova sem restrições a compra da Takoda pela Monte Capital
Em 13/07/2026, a SG do Cade liberou a aquisição da operadora de data centers Takoda pelo fundo M. Transportation; preço permanece sob sigilo.
A Superintendência-Geral do Cade aprovou sem restrições, em 13 de julho de 2026, a compra de 100% da Tivit Infraestrutura de Tecnologia (marca Takoda) pelo M. Transportation Fundo de Investimento em Infraestrutura, gerido pela Monte Capital Management. A decisão saiu no Diário Oficial do mesmo dia, segundo a TeleSíntese.
O que é a Takoda
A Takoda opera quatro data centers — dois em São Paulo, um no Rio de Janeiro e um em Bogotá — com colocation e serviços de infraestrutura de TI. Em 2025 faturou R$ 227,46 milhões no Brasil e R$ 242,79 milhões incluindo o exterior, números apresentados ao Cade. O preço e as condições contratuais permaneceram sob sigilo.
O vendedor é o Apax FIP e demais acionistas; a Takoda não entrou na venda da Tivit de processos para a Almaviva, aprovada em 2025. O Cade usou rito sumário porque o comprador ainda não atuava em data centers no Brasil e não viu sobreposição horizontal nem relação vertical relevante com aeroportos e saneamento do grupo Monte Capital.
Anúncio versus valor executado
As requerentes classificaram o negócio como investimento financeiro de private equity, com objetivo de “expandir e criar uma plataforma de Data Centers na América Latina”. A Monte Capital administra cerca de R$ 2 bilhões em fundos de infraestrutura, segundo a TeleSíntese. Planos de expansão em megawatts ou capex futuro citados em coberturas anteriores ao ato do Cade não fazem parte desta decisão e não são tratados aqui como valor já executado.
Pendências
A aprovação antitruste não publica o valor pago nem o cronograma de fechamento. A Data Center Dynamics confirma a aprovação sem restrições, sem acrescentar o preço. Participações energéticas da Takoda foram tidas pelo Cade como acessórias ao negócio de data center.
Contexto do comprador
A Monte Capital chega ao setor digital a partir de infraestrutura tradicional — saneamento e participação indireta em aeroportos, segundo o processo no Cade — e trata a Takoda como porta de entrada para uma plataforma regional. Essa narrativa de expansão é declaração das partes, não compromisso regulatório. Do lado da evidência dura, o que o Cade publicou é a ausência de sobreposição e a aprovação em rito sumário, com receita histórica da alvo e a estrutura societária do fundo comprador.
Para o mercado brasileiro de colocation, a troca de controle de um operador médio (14 MW de capacidade foram citados em coberturas do anúncio de junho, fora do escopo desta decisão) importa menos pelo carimbo antitruste e mais pelo CapEx que o novo controlador efetivamente executar. Até haver comunicação formal de fechamento e de investimentos realizados, o fato verificável desta pauta permanece a aprovação de 13 de julho e os números de receita apresentados ao Cade.
Fontes
- TeleSíntese (Rafael Bucco) — Cade aprova venda da Takoda para fundo gerido pela Monte Capital (13/07/2026)
- Data Center Dynamics — Venda da Takoda a fundo gestionado pela Monte Capital é aprovada pelo Cade (2026)
Imagem destacada: ilustração gerada por computador, sem valor documental.


